sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Transitório

Tudo flui. Sempre digo isso.
No vai-e-vem das coisas, sobrou apenas aquilo que,
no próximo ciclo, não sobrará mais.
Falo de pessoas e coisas, coisas e pessoas.
Passou tão rápido. Parece que foi ontem.

Pronta para um novo (re)começo. Será?




domingo, 3 de outubro de 2010

Vamos fugir?

Queria criar asas para voar para bem longe daqui. Se eu pudesse, iria para um lugar onde constelações de estrelas aparecessem durante a noite e durante o dia; todo dia. Lá, o gramado seria fofo o suficiente para deitar e sonhar, sem as formiguinhas para "pinicar". Também haveria pássaros que (pasme!) cantariam minhas músicas favoritas, com as vozes dos meus cantores favoritos... um tipo de Ipod alternativo, sabe como é. Meus cabelos poderiam estar soltos e despenteados, minhas roupas amassadas, meus pés descalços e ninguém se importaria. Nas árvores, nasceriam batatas fritas recém preparadas, brigadeiros com chocoball, milkshake de ovomaltine, camarões empanados. Haveria lagos de iced tea. No meio do lugar, haveria uma praça onde ventavam beijos e abraços. Você poderia senti-los o tempo todo. Além disso, teria um tapete de, mais ou menos, 100 metros quadrados de livros. Livros dos melhores autores. Lá eu seria livre de verdade, lá eu sorriria. Me dando as mãos estaria ele; a companhia perfeita.

Neste lugar, eu não sentiria vergonha. Não teria que respirar notícias ruins. Não teria que vivê-las.

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Invisível

Hoje eu acordei me sentindo meio só. Peguei meu celular, abri a agenda telefônica e não me senti à vontade para ligar para ninguém. Quem me entenderia?
Senti uma saudade dos tempos quando choviam colegas ao meu redor, quando eu era chamada para todas as festinhas, quando ao entrar no messenger, todos vinham conversar comigo.
Tenho me sentido meio invisível. Como se quase ninguém no mundo me notasse mais. Eu sei o quão fútil e idiota toda esse desabafo parece ser. Na verdade, eu sempre tive vergonha de assumir isso.
São tantas palavras que eu não tenho para quem dizer que se mantém na forma de pensamentos.
Verdade é que quem é tão crítico como eu, acaba meio sozinho por aí.

Às vezes parece que envelheci por dentro, ou sei lá.

Seja lá quem foi que roubou, por favor, devolva a minha juventude?
E o pior de tudo é que o ladrão sou eu.